[bloqueador]A família do jovem de 18 anos que morreu contou em uma entrevista que esperou cerca de 15 horas até que o corpo fosse liberado para o velório em Itapetininga, o jovem  Luis Henrique Nunes Pereira faleceu nesta segunda-feira após um acidente de motocicleta, mas o velório só começou na manhã desta terça-feira.

O avô da vitima denuncia que a culpa é do Instituto Médico Legal (IML, segundo ele o corpo ficou no Hospital  Regional durante toda a noite de segunda e a madrugada desta terça-feira por que o IML estava fechado.

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“Veio meu genro, dois genros com os documentos para o hospital, que é o normal, e dai tiveram a notícia que o perito só poderia atender hoje depois das 8h, porque a noite não trabalhava. Agora eu só queria deixar no ar o meu sofrimento e da minha família, que amanhecemos acordados, porque quem que vai dormir sabendo que o corpo do neto estava no pronto-socorro sem liberação”, exclama.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirma que o IML tem que estar disponível para receber corpos 24 horas por dia, e que a irregularidade está sendo apurada. A denúncia poderá ser encaminhada à corregedoria da Polícia Civil.

Do ano passado para 2017 foram três notificações deste tipo contra o IML da cidade. Em janeiro de 2016, o empresário Fábio Rodrigues, dono de uma funerária em Tatuí (SP), disse já ter dormido no carro funerário junto com um corpo dentro de um caixão na traseira do veículo por medo de furtos. “Por cuidado de não deixar o carro em qualquer lugar, eu durmo no carro com o corpo junto. Fico no banco da frente com o corpo atrás. Porque não posso deixar um carro desse na rua, se acabam levando vou falar o que?”, contou na época.

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Família espera 15 horas para velório(Foto:Divulgação).

O motorista Luciano Vieira de Camargo, parente do jovem Luis Henrique Pereira, confirma que conhece pessoas que sofreram o mesmo problema. “Informaram que eles pegaram o corpo antes das 7h, levaram às 7h, e ele foi liberado às 10h. Desde ontem o corpo estava ali. A gente reclama de não ter legista à noite. Isso é uma coisa que deveria ser liberado rápido, não só por nós, mas por outras famílias também. Tem amigos nossos que morreram a pouco tempo atrás e levaram dois, três dias para ser liberado, coisas simples como infarto, morte natural”, diz.

O avô Durvalino Souto agora espera que mais nenhuma família passe pelo que ele e os parentes passaram. “Com esse sofrimento da família, para mim é um grande descaso com o ser humano, com as pessoas que precisam. Gostaria que as autoridades do hospital, os políticos, que revissem isso aí. Não só pelo meu caso, mas pelo de mais gente”, pede.[/bloqueador]

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