Foi realizada na última quarta-feira, 28, a Audiência Pública para debater os aspectos
técnicos, legais e científicos que envolvem a provável municipalização do Horto
Florestal de Avaré. A sessão pública aconteceu no auditório da Associação Regional
dos Engenheiros Arquitetos e Agrônomos de Avaré (AREA) e contou com a presença da
direção do Instituto Florestal do Estado de São Paulo (IF), vinculado à Secretaria de
Estado do Meio Ambiente e que administra as unidades.

Dividida em 7 etapas, a audiência expôs ao público presente detalhes técnicos da área
a ser municipalizada de cerca de 95 hectares e que engloba o conhecido lago do Horto,
além das principais trilhas de caminhada e das sedes administrativas da entidade.

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Dirigentes do IF esclareceram que a municipalização não impedirá que os
experimentos científicos em curso na área sejam continuados. Da mesma forma, toda
e qualquer intervenção na área terá que ser previamente autorizada pelo instituto.

A secretaria do Meio Ambiente complementará o trabalho que já vem sendo realizado
pelas equipes do IF. A pasta conta com engenheiros agrônomos e uma bióloga
dispostos a colaborar com a ampliação dos experimentos já em andamento. Para os
responsáveis, há uma carência muito grande de funcionários e técnicos, o que faz com
que o Instituto não possa explorar todo o potencial que a unidade oferece.

Já, a Secretaria Municipal de Turismo destacou a possibilidade de agregar as belezas
do Horto Florestal a um novo roteiro turístico para a cidade. “O ecoturismo e o turismo
ambiental estão sempre em alta e vamos abrir essa via de atração para a cidade de
Avaré”, destacou os responsáveis pelo setor.

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Como a área do Horto Florestal é também utilizada para pesquisa científica, o processo
de cessão necessitou ser precedido de audiência aberta a pesquisadores e cientistas,
conforme previsão do Artigo 272 da Constituição do Estado de São Paulo.

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