[bloqueador]Um adolescente de 16 anos morador da cidade de Bauru, usou uma lâmina de apontador para cortar várias parte de seu rosto na ultima sexta-feira logo após ter ameaçado o próprio pai com uma faca.

O adolescente contou durante uma entrevista que o motivo de ter ameaçado o pai foi por que estava na décima quarta fase do game, de um total de 50 fases.

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Este game é o conhecido como “baleia azul” o jovem contou que havia inclusive se automutilado outras vezes e pretendia seguir até o ultimo desafio, ou seja, dar fim a própria vida. “Eu estava disposto a me matar, o jogo é uma escolha fácil disse”.

Este jogo está dando o que falar na cidade de Jaú um adolescente de 13 anos também tentou suicídio aparentemente influenciado pelo “baleia azul”, ele precisou ser internado no hospital psiquiátrico, agora a família luta para tira-lo da depressão.

Este, aliás, é um dos indícios mais visados pelos administradores do jogo, chamados de “curadores”. Eles agem em grupos fechados nas redes sociais e aplicativos (Facebook e WhatsApp), sempre durante a madrugada. São lançadas 50 missões de graus variáveis de dificuldade aos jogadores, como automutilações. A última tarefa seria o suicídio.

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“No Brasil, tem grupo com mais de 180 jovens, a maioria meninas”, conta o adolescente de Bauru. Entre os desafios cumpridos, ele usou a lâmina para cravar a imagem de uma baleia e escrever a frase I’m a whale (Eu sou uma baleia, na tradução) nos braços, fez 13 cortes profundos nas coxas e riscou a letra X em cada lado do rosto – isso na última sexta-feira.

As automutilações eram feitas no quarto do menino, uma vez que não havia monitoramento dos pais. “Cortar é fácil”, diz ele, que ficou sabendo do jogo enquanto navegava na Internet e decidiu “aprofundar-se nos desafios”. O estilo de se vestir ajuda a esconder os ferimentos: calça, tênis e camiseta.

Desentendimentos familiares. Esta é a justificativa do adolescente para suas ações. “Não estou feliz com a minha vida. A separação dos meus pais, brigas de família. Essas coisas me deixam nervoso. A psicóloga falou que eu posso estar com depressão. Até estou disposto a fazer o tratamento, mas não sei se vai ser possível mudar”, pontua.

A existência do jogo já era de conhecimento da mãe do garoto (a identidade foi preservada para evitar constrangimentos à família, segundo orientação do Estatuto da Criança e do Adolescente). “Eu vi uma reportagem na semana passada, mas ninguém imagina que vai acontecer com a gente. Nunca pensei que meu filho pudesse estar num grupo suicida”, conta a mulher.

Segundo ela, o menino sempre foi muito quieto, mas, de uns dias para cá, passou a ficar mais agressivo. A briga de sexta começou porque o pai teria se negado a consertar o celular do filho. “Ele puxou uma faca e ameaçou o pai. Quando cheguei lá (na casa do ex-marido), ele estava com o rosto inteiro sangrando. Foi aí que descobri que ele se cortou por causa do jogo”.

Além de ajuda médica, a mãe buscará mudar a rotina. “Vou tentar trazê-lo para a minha casa (ele mora com o pai), trocá-lo de escola e manter mais diálogo com meu filho. Inicialmente, o fiz sair do jogo e pedi para que ele reflita bastante sobre o que fez”, finaliza.

O adolescente de 13 anos que tentou se matar em Jaú já apresentava comportamento suicida antes de ser internado no PS Infantil com ferimentos no braço, na semana passada, alega a irmã dele. A vendedora disse que o garoto excluiu toda a família das redes sociais.

“Depois, a gente descobriu que ele postava mensagens depressivas ou depreciando a própria vida. Dizia adeus para os amigos”. Sempre muito quieto, ele começou a aparecer em casa com cortes pelo corpo, mas jamais dizia como havia se machucado.

“Na terça, olhamos o notebook dele e descobrimos sobre o jogo, na hora do almoço. Pelas conversas, ele tinha até 19h para aceitar os desafios. Descobrimos a tempo e cortamos a Internet de casa”.

Ela conversou muito sobre o fato com o irmão. “Mas ele não demonstrava arrependimento. Parecia perdido. Dois dias depois, minha irmã mais velha encontrou uma faca na mochila dele. Ele iria se matar naquela tarde. Foi então que registramos o caso e o internamos. Agora, vamos cobri-lo de muito amor”, finaliza.

No Brasil já há mortes registradas que teriam relação com o jogo “Baleia Azul”. No Mato Grosso, uma jovem de 16 anos foi encontrada em uma represa. O corpo apresentava cortes nas coxas e nos braços.

Ainda nesta semana, em Pará de Minas, um jovem de 19 anos foi encontrado morto por sua esposa e o caso foi atribuído ao game. Isso porque familiares teriam relatado à polícia que ele era participante do desafio e vinha tentando deixar o grupo secreto.[/bloqueador]

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